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Última campanha contra febre aftosa é iniciada por Helder Barbalho em Marabá

A campanha de vacinação contra a febre aftosa, que era realizada no mês de maio, foi antecipada para abril para que o Pará possa dar prosseguimento ao Plano Estratégico de retirada da vacina e sua substituição por uma vigilância baseada em risco

03/04/2024 08h59
Por: Gesiel Teixeira Fonte: Correio de Carajas
Helder Barbalho celebra a nova fase da pecuária paraense, com o Estado livre da febre aftosa com vacinação
Helder Barbalho celebra a nova fase da pecuária paraense, com o Estado livre da febre aftosa com vacinação

O governador do Pará, Helder Barbalho, pousou em Marabá na tarde desta terça-feira, dia 2, para participar de quatro eventos distintos no município. O primeiro deles foi realizado no Parque de Exposição Agropecuária, onde governante abriu oficialmente o último período de Campanha de Vacinação contra a Febre Aftosa no Pará. A partir do ano que vem o Estado já deverá estar com a certificação internacional de Zona Livre da Febre Aftosa Sem Vacinação, um sonho dos pecuaristas, perseguido desde 2007.

Serão vacinados bovinos e bubalinos de todas as idades em 144 municípios do Estado. Além de Helder, a vice-governadora Hana Ghassan também esteve presente na cerimônia. Autoridades políticas do município e região acompanharam o evento, entre eles os deputados Chamonzinho e Aveilton, e o secretário Regional de Governo, João Chamon Neto, além do prefeito Tião Miranda.

Da parte dos produtores, os anfitriões foram o vice-presidente do Sindicato Rural de Marabá, Antônio Caetano, o Nené do Manelão; mais o presidente da Federação da Agricultura do Pará (Faepa), Carlos Xavier.

Como marco simbólico, o governador aplicou as primeiras vacinas da campanha, em dois animais que estavam no curral do Parque.

CERIMÔNIA

A campanha de vacinação contra a febre aftosa, que era realizada no mês de maio, foi antecipada para abril para que o Pará possa dar prosseguimento ao Plano Estratégico de retirada da vacina e sua substituição por uma vigilância baseada em risco.

“O setor produtivo merece destaque porque se hoje o Estado pode festejar, iniciando seu último ciclo de vacinação, é porque o produtor rural compreendeu a importância deste movimento”, elabora Helder Barbalho, que também é pecuarista.

Agradecendo aos produtores, o governador destaca ter um rebanho livre de febre aftosa resulta em ganhos para todos os envolvidos no ciclo produtivo, seja o pecuarista, o consumidor, o Estado ou a economia.

A partir do próximo ano, o valor que até então era utilizado na compra de vacinas, poderá ser destinado a outros tipos de aplicações no setor agropecuário.

“Poderá ser investido em genética, em melhoramento de terras, em manejo da sua propriedade, em investimento para uma produção melhor ou aquisição de novos animais”, destaca Barbalho.

O empenho da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) não passou despercebido na cerimônia. O governador, de maneira veemente, ressaltou o trabalho realizado pela entidade na gestão eficiente desse segmento.

A abertura de novos mercados internacionais, para a produção pecuária do Estado, deve ser uma das principais buscas dentro da classe, frisa Barbalho.

Jamir Macedo, diretor geral da Adepará, em sua fala destacou o reajuste salarial de 30% concedido aos servidores da agência, o primeiro em 20 anos.

Sobre a última campanha de vacinação, ele destaca que não haverá prorrogação, uma vez que ela finaliza um ciclo.

“Nós agradecemos e parabenizamos muito vocês, produtores rurais, porque sabemos que são vocês que fazem todo o trabalho”, elabora.

No caminho em busca de se tornar zona livre de febre aftosa, o Estado teve que passar por um “inquérito sorológico”, onde cerca de 3 mil cabeças foram testadas. Jamir destaca que o processo foi concluído em 10 dias, um tempo recorde.

“Nós viemos para cá quando o Estado era extrativista, quem precisava comprar carne, comprava no Rio Grande do Sul e hoje o Pará já tem o segundo maior rebanho bovino do Brasil”, celebra Carlos Xavier, FAEPA.

Ele também agradeceu a suspensão da vacina, ressaltando que agora os produtores devem economizar em torno de R$ 160 milhões por ano.

ERRADICAÇÃO

Jorge Santos, gerente da erradicação da febre aftosa, explica que a Adepará escolheu Marabá para o lançamento da campanha porque, em 2007, o município foi o primeiro polo de pecuária, no Estado, livre de febre aftosa com vacinação.

Ele destaca ainda que há mais de 25 anos a agência atua na vacinação e fiscalização de bovinos e bubalinos e aponta que o Pará registrou seu último caso de febre aftosa há 20 anos.

“O terceiro maior rebanho do Estado está aqui e nós escolhemos Marabá para realizar a abertura da última campanha de vacinação”, reforça.

A campanha de vacinação, que iniciou dia 1º de abril, finaliza no dia 30 e a partir do dia 1º de maio a venda do imunizante será impedida no Pará. Além disso, não será mais permitido que rebanhos de outros estados sejam recebidos em solo paraense.

Complementar a essa ação, o Pará receberá em 2 de maio o documento que certifica nacionalmente que o Estado está livre da febre aftosa, com vacinação. A previsão é de que em 2025 o rebanho paraense receba a mesma certificação, mas de abrangência internacional.

Atualmente o total de bovinos e bubalinos do Pará chega a 26 milhões de cabeças. Tamanha expressividade coloca o Estado como aquele que tem o segundo maior rebanho do Brasil.

“Nós temos condições de competir de igual para igual com outros estados e conquistar novos mercados, que essa suspensão da vacina vai propiciar”, afirma.

Jorge complementa que países da Europa e Asia atualmente só compram carne de lugares que deixaram de usar a vacina, fator que a partir da certificação internacional, pode contribuir para que o Pará comercialize seu produto para outros países.

Maurício Fraga, membro do Sindicato dos Produtores Rurais de Marabá e vice-presidente da Associação dos Criadores do Estado do Pará (Acripará), destaca a importância do Estado se tornar área de livre de febre aftosa.

Ele reverbera a fala de Jorge ao comemorar que a conquista abrirá novas portas para os rebanhos paraenses.

“Para que a gente consiga atingir esses mercados (internacionais) é importante a erradicação da aftosa, nos tornarmos área livre sem vacinação”, conclui. (Milla Andrade e Luciana Araújo, com informações da Ag. Pará)

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