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Pará é o estado que mais gerou postos de trabalho femininos

De acordo com o Dieese, 25.682 mil postos de trabalho foram assumidos por mulheres. Setores de comércio, serviços e indústria foram destaques.

08/03/2022 14h13 Atualizada há 3 meses
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Por: Gesiel Teixeira Fonte: DOL
Pará é o estado que mais gerou postos de trabalho femininos

Nesta terça-feira, 8, é celebrado o Dia Internacional da Mulher e, com a retomada da economia, o Pará se destacou como o estado que mais gerou empregos femininos na região Norte em 2021. De acordo com estudo realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/PA), de janeiro a dezembro do ano passado, as mulheres assumiram quase 25.682 mil postos de trabalho com carteira assinada. Os destaques foram os setores de comércio, serviços e indústria.

Em toda a região Norte, foram realizadas, em 2021, 326.653 admissões formais femininas, contra 263.918 desligamentos, o que gerou um saldo positivo de 62.717 postos de trabalhos voltados a este público. Desse total, cerca de 40,9% foram obtidos no estado do Pará. Em segundo lugar está o Amazonas, com 14.511 empregos gerados, o que representa 23,1% do total.

De acordo com Everson Costa, técnico e pesquisador do Dieese, os números representam um aumento em comparação a 2020, quando o Pará teve um saldo de 6.920 empregos formais para as mulheres,

“Houve um aumento de 2020 para 2021, muito por conta das condições favoráveis de vacinação, o apoio de políticas públicas de aporte social, como programas de financiamento e renda mínima, que fizeram com que se pudesse oportunizar espaços para as mulheres voltarem ao mercado de trabalho. Um dos setores que mais emprega o público feminino é o de serviços e este ainda não conseguiu voltar em sua plenitude, o que futuramente pode potencializar a geração de empregas para mulheres”, destaca Everson. 

Aos 32 anos, Rosa Mirla da Silva, é uma das quase 26 mil paraenses que conseguiram recolocação no mercado em 2021. Em fevereiro do ano passado, ela foi contratada pelo restaurante Engenho Dedé para assumir o cargo de comissária. Ela viu na oportunidade a chance de empregabilidade em meio à pandemia. 

“É um sentimento de gratidão por ter conseguido um emprego dentro de uma empresa que valoriza seus funcionários. Tenho orgulho e tranquilidade de poder somar com o restaurante. É muito importante estar empregada, principalmente, durante esses anos de pandemia”, pontua Rosa. 

Para Rogério Perdiz, diretor executivo do Engenho Dedé, assim como os números do Dieese mostram, o restaurante sentiu a melhora de 2020 para 2021 e a expectativa é que, em 2022, o grupo, que, também, possui empreendimentos em Manaus, recupere os números pré-pandemia. 

“Os rumos da pandemia vão definir como será 2022. Se tivermos uma melhora acentuada, consequentemente, as restrições que ainda existem deixarão de ser adotadas e a movimentação de público nos espaços vai garantir números melhores para a empresa. Acreditamos num planejamento otimista e que se necessário, será adaptado”, finaliza Rogério.

 

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