Depois de um período sabático, este colunista volta a dar seus “pitacos” sobre o cenário político na Terra de Francisco Coelho. Nada muito sério, apenas algumas digressões nesta véspera de feriadão de abril de 2026.
Desta vez, o foco será a disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa), que já se desenha como um embate de “pesos pesados”, nos moldes das lutas do UFC, que promete agitar os bastidores da política em Marabá.
O ponto de partida é a candidatura da primeira-dama Lanúzia Lobo (PL), esposa do atual prefeito de Marabá, Toni Cunha (PL). Após cerca de 15 meses de gestão, o gestor mantém forte apoio popular, ancorado por uma base bolsonarista fiel, que promete sustentar seus projetos políticos. Ela é psicóloga e vem se destacando no truculento e misógino mundo político.
Nos bastidores, porém, há um fator que sempre gera incertezas e joga contra a filha do empresário Ítalo Ipojucan: a chamada “transferência de votos”. Não há garantias de que os votos de Toni Cunha serão automaticamente migrados para Lanúzia. Ainda assim, ela surge como uma candidata forte e preparada para enfrentar o embate eleitoral de 2026.
A primeira dama vem dando demonstração de que o jogo está longe de ser decidido, faltando mais de 5 meses para o dia da eleição. Lanúzia vem ocupando com sabedoria e desenvoltura os espaços que deverão ser comandados por uma mulher nas relações políticas de Marabá.
O atual deputado “Chamonzinho” (MDB) entra na disputa com o peso de ter sido o deputado mais votado nas eleições de 2022. Com base eleitoral consolidada em Marabá e possível apoio da governadora Hana Ghassan (MDB), ele segue como um dos principais nomes da corrida rumo a Alepa.
Mesmo após a derrota para Toni Cunha na eleição municipal de 2024, “Chamonzinho” manteve um reduto eleitoral sólido e aparece bem posicionado nas pesquisas de intenção de votos para deputado estadual. Ele herda de maneira natural parte dos votos da rejeição da gestão Toni Cunha, algo comum em uma democracia.
Já “jogando parado”, ao seu estilo discreto, mas aguardando o momento certo para “dar o bote”, surge o nome de Tião Miranda (PSD). Fontes ligadas ao ex-prefeito garantem que ele será candidato a deputado estadual. Caso isso se confirme, seu nome vai se tornar o mais forte da disputa. Nos bastidores, o ex-prefeito vem sendo visto como o “bicho papão” desta eleição. De perfil moderado e avesso a polêmicas, Tião possui votos entre os eleitores de esquerda, centro e direita do espectro político local.
Com quatro mandatos como prefeito de Marabá e passagens pela Alepa, Tião Miranda possui uma base eleitoral robusta, formada inclusive por votos que hoje orbitam entre “Chamonzinho” e Toni Cunha. Sua entrada no jogo tende a mexer diretamente com esse equilíbrio, indicando que alguém poderá sair perdendo neste jogo de poder.
Correndo “por fora”, o ex-prefeito de Marabá, João Salame (Podemos), observa o cenário. “Homem forte” e exímio articulador político do pré-candidato ao governo estadual Daniel Santos (Podemos), Salame aparece muito bem nas pesquisas eleitorais, com votos espalhados em todas as regiões do Pará.
Já o vereador Fernando Henrique (PL) também entra na disputa buscando espaço entre os eleitores bolsonaristas, especialmente no meio evangélico. Apesar de ser visto como promissor, sua caminhada ainda é considerada difícil — como diz o ditado popular, “precisa comer mais feijão”. Ainda assim, não pode ser totalmente descartado como um boa surpresa rumo a Alepa.
O deputado Aveilton Souza (PSD), por sua vez, enfrenta um cenário mais complicado. Eleito com apoio bolsonarista, mudou de alinhamento político ao se aproximar do grupo do ex-governador Helder Barbalho (MDB), o que pode dificultar sua reeleição, embora mantenha um bom respaldo no agronegócio da Região de Carajás.
E o deputado Dirceu Ten Caten?
Nos bastidores, cresce a informação de que ele poderá ser anunciado como pré-candidato a vice-governador na chapa de Hana Ghassan, nas próximas semanas. Essa articulação explicaria seu “silêncio” em relação à disputa para deputado estadual. Enquanto isso, Dirceu segue percorrendo o estado do Pará , fortalecendo o grupo político a que pertence.
Jovem e inteligente, o deputado petista conta com o apoio de lideranças nacionais e locais para concorrer ao cargo de vice-governador. Sua possível escolha vem sendo respaldada pelos movimentos sociais e pela maioria dos partidos de centro-esquerda. Além desta turma de apoio local, encontra-se o presidente Lula (PT) e a maioria de seus ministros de governo, antigos aliados de Dirceu.
Diante desse cenário, a disputa pela Alepa em Marabá se mostra aberta, competitiva e imprevisível. Em uma eleição de “cachorro grande”, estratégia, base eleitoral e articulação política farão toda a diferença — e qualquer movimento pode redefinir o rumo dessa corrida na direção da Assembleia Legislativa do Estado do Pará. “O tempo dirá!”. (Pedro Souza)
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