O Comitê se antecipa para traçar um plano de ação para enfrentar o vírusFoto: JOSÉ PANTOJA / ASCOM SESPA

Alberto Beltrame disse, ainda, que a reunião ordinária do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e a reunião da Comissão Intergestores Tripartite (CIT) foram antecipadas para os dias 5 e 6 de fevereiro, em Brasília (DF), para que os gestores estaduais e municipais de Saúde possam se reunir com o Ministério da Saúde e receber informações e esclarecimentos sobre que tipo de apoio o MS garantirá aos estados no que tange à aquisição de equipamentos e materiais para uso dos profissionais durante a assistência a casos suspeitos.

O diretor de Vigilância em Saúde, Amiraldo Pinheiro, disse que a preocupação é maior porque, por ser um vírus novo, há muitas dúvidas e ainda não se sabe como será seu comportamento no Brasil. “Não existe antiviral e nem vacina contra o Coronavírus”, enfatizou o diretor, acrescentando que, quando o H1N1 surgiu, havia pelo menos perspectiva real de vacina.

A diretora do Departamento de Epidemiologia, Ana Lúcia Ferreira, disse que o Plano Estadual de Contingência está sendo elaborado com base no nacional, no qual cada setor é responsável pelo detalhamento da sua área de atuação.

Edivandro Guimarães, coordenador da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), explicou o procedimento nos portos e aeroportos, e agradeceu pela iniciativa da Sespa em instituir o Comitê Técnico e organizar as ações de forma integrada com outras instituições.

O representante da Defesa Civil, Marcelo dos Santos, assegurou que “nós podemos nos encarregar de mobilizar outras instituições, como as Forças Armadas, se for necessário”.

Marcelo dos Santos, da Defesa Civil, ressaltou a capacidade de mobilizaçãoFoto: JOSÉ PANTOJA / ASCOM SESPA

Sinais de caso suspeito – De acordo com o Ministério da Saúde, é considerado caso suspeito de infecção humana pelo 2019-nCoV o indivíduo que apresentar: 1- Febre e pelo menos um sinal ou sintoma respiratório (tosse, dificuldade para respirar, batimento das asas nasais, entre outros), e histórico de viagem para área com transmissão local, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), nos últimos 14 dias anteriores ao aparecimento dos sinais ou sintomas; 2: Febre e pelo menos um sinal ou sintoma respiratório (tosse, dificuldade para respirar, batimento das asas nasais entre outros) e histórico de contato próximo de caso suspeito para o Coronavírus (2019-nCoV), nos últimos 14 dias anteriores ao aparecimento dos sinais ou sintomas; 3: Febre ou pelo menos um sinal ou sintoma respiratório (tosse, dificuldade para respirar, batimento das asas nasais entre outros) e contato próximo de caso confirmado de Coronavírus (2019-nCoV) em laboratório, nos últimos 14 dias anteriores ao aparecimento dos sinais ou sintomas.

O fluxograma de atendimento de casos suspeitos deverá ser informado na próxima semana, com divulgação da lista de hospitais que serão referência em cada Região de Saúde, uma vez que é impossível considerar como referência apenas o Hospital Universitário João de Barros Barreto (HUJBB), localizado em Belém, por ser referência em Infectologia e Pneumologia dentro do Sistema Único de Saúde (SUS).

Neste momento, todos os casos suspeitos de Coronavírus devem ser notificados de forma imediata (até 24 horas) pelos profissionais de saúde responsáveis pelo atendimento, às Vigilâncias Municipais ou ao Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde Estadual (Cievs/PA) pelo telefone (91) 99179-1860 ou pelo e-mail: cievs@sespa.pa.gov.br.

Também participaram da reunião a secretária adjunta da Sespa, Ivete Vaz; o diretor de Desenvolvimento e Auditorias dos Serviços de Saúde, Breno Henry; a vice-diretora do Laboratório Central (Lacen-PA), Valnete Andrade, e outros técnicos de diversas áreas da Sespa que integram o Comitê.

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