O governo federal deu início a estudos internos para avaliar um possível reajuste no programa Bolsa Família com foco no ano de 2027. A equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva analisa a inclusão desse aumento no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, que deve ser encaminhado ao Congresso Nacional até agosto de 2026. Atualmente, o programa atende mais de 20 milhões de famílias e garante um valor mínimo de R$ 600 por beneficiário.
A equipe econômica discute diferentes modelos para a atualização dos valores, buscando mitigar os efeitos da inflação e a alta do custo de vida. Entre as opções avaliadas estão:
• Reajuste linear: aplicação de um aumento sobre o valor principal do benefício.
• Ampliação de adicionais: elevação dos valores pagos por criança.
• Correção inflacionária: ajustes baseados na inflação acumulada.
O principal entrave para a definição do novo valor é o impacto fiscal, visto que qualquer alteração representa um custo bilionário para os cofres públicos. O tema mobiliza o Ministério da Fazenda e a Casa Civil para equilibrar a necessidade de reforço na transferência de renda com o rigor fiscal.
Atualmente, o Bolsa Família mantém pagamentos extras de R$ 150 para crianças de até 6 anos e adicionais de R$ 50 para gestantes e jovens entre 7 e 18 anos. Para receber o benefício, as famílias devem cumprir condicionalidades de saúde e educação, como frequência escolar e acompanhamento vacinal. Caso a proposta de aumento avance, ela será debatida no Congresso no segundo semestre de 2026, com vigência prevista apenas para 2027.
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