O iPhone 17 apreendido na primeira operação que levou à prisão do empresário Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, guardava uma agenda com contatos de integrantes da cúpula da Câmara dos Deputados do Brasil.
Entre os nomes registrados no aparelho estão o atual presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), e seu antecessor imediato, Arthur Lira (PP-AL).
Segundo fontes que acompanham as investigações, o telefone era considerado o número “comercial” de Vorcaro — utilizado para interlocução institucional e empresarial. O aparelho foi recolhido em operação realizada no ano passado e integra o material atualmente analisado pelas autoridades.
Um relatório técnico vinculado ao WhatsApp do celular classifica os contatos em dois tipos: simétricos, quando há reciprocidade e ambos os lados têm o número salvo, e assimétricos, quando apenas o titular do aparelho mantém o registro.
No caso de Hugo Motta e Arthur Lira, os números estavam salvos no telefone de Vorcaro, mas não há indicação de que os parlamentares também tivessem o contato do empresário registrado em seus próprios aparelhos, ao menos segundo o documento analisado. O material também não permite concluir se houve troca de mensagens.
Entre os contatos classificados como recíprocos aparecem apenas dois parlamentares: Marcelo Álvaro Antônio (PL-MG) e Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG).
Outros nomes aparecem apenas como registros no telefone do empresário, entre eles Diego Coronel, Aguinaldo Ribeiro, Altineu Côrtes, Doutor Luizinho, Fausto Pinato, João Carlos Bacelar, Márcio Marinho, Nikolas Ferreira, Flávia Arruda, Rodrigo Maia, além dos ex-deputados Lucas Gonzalez e Vinicius Poit.
Também aparecem na agenda Bilac Pinto, atual secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais, e Fábio Mitidieri, presidente do PSD em Sergipe.
A presença de Nikolas Ferreira na lista coincide com um episódio já revelado publicamente. Durante a campanha eleitoral de 2022, o deputado utilizou o jatinho de Vorcaro em agendas ligadas à campanha do então presidente Jair Bolsonaro.
A coincidência entre o registro telefônico e o episódio da aeronave não comprova articulação institucional, mas indica que a relação entre o empresário e parte da classe política não se restringia ao ambiente financeiro.
Outro ponto destacado por investigadores é a quantidade de aparelhos apreendidos. O iPhone 17 foi recolhido na primeira fase da investigação, e uma nova operação realizada neste ano resultou na apreensão de mais cinco celulares em posse de Vorcaro.
Ao todo, portanto, são ao menos seis dispositivos sob análise das autoridades, o que indica que o telefone agora descrito representa apenas uma parte do universo de dados ainda em apuração.
Preso morre após episódio na PF
Ainda no contexto das investigações, morreu na noite desta quarta-feira (4) Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, um dos presos na Operação Compliance Zero.
Conhecido como “Sicário”, Mourão atentou contra a própria vida enquanto estava sob custódia da Polícia Federal do Brasil na Superintendência Regional da corporação em Minas Gerais.
Na tarde desta quarta-feira, a Polícia Federal informou que o investigado chegou a ser socorrido por agentes que estavam no local. Ele foi submetido a procedimentos de reanimação ainda na unidade da corporação.
Em seguida, o preso foi encaminhado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para atendimento na rede hospitalar.
Fontes da PF confirmaram que Mourão teve morte encefálica e não resistiu após dar entrada no hospital.
O ocorrido foi comunicado ao gabinete do ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a corporação, todos os registros em vídeo que mostram a dinâmica do episódio serão encaminhados ao tribunal.
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