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Economia GÁS DE COZINHA

Botijão de 13 kg teve reajuste de 32% nos últimos 12 meses

Em alguns municípios do Estado do Pará, como Belém e Altamira, o produto pode ser encontrado por mais de R$ 100,00.

28/07/2021 10h22
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Por: Gesiel Teixeira Fonte: DOL
Em Belém há locais que vendem o botijão por R$ 110 reais. | Arquivo/Olga Leiria/Diário do Pará
Em Belém há locais que vendem o botijão por R$ 110 reais. | Arquivo/Olga Leiria/Diário do Pará

O preço médio do gás de cozinha praticado em revendedoras do Pará já ultrapassa, em alguns municípios, o valor de R$ 100,00, colocando o Pará entre os estados com o maior preço no botijão de 13kg, segundo aponta o último levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/PA), por sua vez, mostra o aumento nos últimos 12 meses, que ultrapassa os 30%.

Entre os dias 18 e 24 de julho, a ANP levantou o preço médio do botijão em todos os estados. No apanhado geral, o gás de cozinha vendido em solo paraense é o quarto mais caro do Brasil. No município de Altamira, o valor mínimo encontrado nos postos de venda foi de R$ 110,00, e o máximo R$ 118,00. Logo atrás vem Marabá, que comercializa o produto a um valor médio de R$ 106,33, tendo o mínimo a R$ 106,00 e máximo a R$ 107,00.

O botijão mais caro encontrado no Brasil é cobrado no Mato Grosso, onde é possível encontrar a unidade a R$ 130,00, seguido por Rondônia, a R$ 125,00 e Goiás, que comercializa o mesmo produto a até R$ 120,00.

Na capital paraense, também é possível encontrar locais que vendem o produto por R$ 110,00. Em janeiro de 2020, custava em média R$ 71,23 e encerrou o ano ao custo de R$ 80,11. Este ano já estava com preço médio de R$ 82,94 e chegou a marca de R$ 94,39 no mês passado. A alta acumulada em seis meses é de quase 18,00% contra uma inflação de 3,95%.

Nos últimos 12 meses, o reajuste acumulado no preço do botijão de 13 kg alcançou 32,15% contra uma inflação calculada em 9,22%(INPC/IBGE). O impacto no salário mínimo (R$ 1100,00) chega a 8,5%, conforme explica o supervisor técnico do Dieese, Roberto Sena. “Em quase 2 anos de pandemia isso foi muito prejudicial. As pessoas ficaram em casa, mas por um lado explodiu o preço da alimentação e do outro o gás. Esse levantamento mostra que o preço está bem acima da inflação”, afirma.

Nas ruas, trabalhadores que fazem uso diário do produto se queixam dos constantes reajustes. Venícius Ferreira, de 24 anos, trabalha há mais de uma década com a venda de comidas regionais, no bairro da Pedreira. Segundo ele, o impacto sobre as vendas é inegável.

“Eu tive que fazer duas alterações em seis meses, por causa do gás e das outras despesas. Também retardamos o número de porções. Antes eu vendia cerca de 120 ao dia. Hoje, nós vendemos no máximo 80”, explica. “A adaptação é nossa e atinge o cliente. Muitos entendem e outros não. Atualmente compramos o botijão por um preço médio de R$ 97,00, porque eu tenho um CNPJ, mas para muitos o desconto dado nas revendedoras ainda é mínimo e isso compromete demais as vendas”.

 Wagner Almeida

 Por mês, o comerciante diz consumir entre 6 e 7 botijões, que dá um gasto no mês de cerca de R$ 700,00.

Já o comerciante Dino Augusto, 45, diz fazer o máximo para segurar o valor do seu produto. Ele trabalha com a venda de salgados ao preço de R$ 1,00. “Hoje eu compro a R$ 105,00. Está muito alto. Eu seguro os preços há quatro anos, outros colegas já reajustaram para R$ 1,50. Como eu ganho na quantidade, consigo segurar, mas não sei até quando”.

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