Principalmente no Brasil, a medicação se tornou a principal esperança do Governo Federal para tratar a doença, enquanto outras pesquisas estão sendo realizadas pelo mundo na corrida contra o vírus
 Principalmente no Brasil, a medicação se tornou a principal esperança do Governo Federal para tratar a doença, enquanto outras pesquisas estão sendo realizadas pelo mundo na corrida contra o vírus | Sumaia Villela/Agência Brasil

m meio ao caos provocado pela pandemia do Covid-19, já considerada o maior desafio global desde a Segunda Guerra Mundial, usar ou não usar a hidroxicloroquina e a cloroquina no tratamento dos efeitos da doença tornou-se o novo foco de discussão entre os maiores pesquisadores e cientistas do planeta. Não há evidências conclusivas sobre a eficácia destas drogas contra o vírus, nem sobre a segurança de seu uso em pacientes da nova doença. Por isso, o Brasil acaba se transformando em um grande “laboratório de testes”, ao aconselhar o uso em massa da medicação, que é usada por aqui para o tratamento da malária.

Atualmente, não há vacina ou tratamento contra a Covid-19 e a comunidade científica mundial trabalha contra o relógio para encontrar um produto que contenha a pandemia. A possibilidade de expandir o uso da hidroxicloroquina ou cloroquina tornou-se parte do debate global.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) fala sobre incertezas com relação ao coronavírus, como por exemplo sobre seu potencial de transmissão após o desaparecimento de sintomas em uma pessoa já diagnosticada, e até mesmo dúvidas sobre se uma nova infecção é possível. São incógnitas sobre um vírus novo, ainda desconhecido e cujo potencial de afetar humanos continua sendo um mistério. Dificuldades encontradas pelo mundo, como a falta de testes para o coronavírus, também fazem com que existam diferentes critérios para se falar em cura ou recuperação.

O Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC), que é referência para validação de procedimentos laboratoriais em todo o mundo, e trabalha com orçamento de US$ 11,1 bilhões anuais, removeu de seu website orientações altamente incomuns que informavam médicos sobre como prescrever a hidroxicloroquina e a cloroquina, remédios recomendados pelo próprio presidente Donald Trump para tratar o coronavírus.

De acordo com a Agência Reuters, o CDC publicou importantes informações sobre a dosagem a ser indicada aos pacientes envolvendo os dois medicamentos usados no tratamento da malária, baseadas em relatos sem autoria, ou seja, sem que houvesse a orientação revisada por cientistas.

A Reuters noticiou que a orientação original foi elaborada pelo CDC e publicada no site depois que o presidente Trump pressionou pessoalmente autoridades reguladoras e de saúde para tornar os medicamentos mais amplamente disponíveis para o tratamento do novo coronavírus, embora os medicamentos em questão não tenham sido propriamente testados para a Covid-19.

BRASIL

No Brasil, a decisão sobre a distribuição para pacientes graves e críticos foi tomada por consenso em uma reunião com especialistas em saúde, segundo informou na semana passada, o ministro da Saúde, Henrique Mandetta. Ele disse que solicitou ao Conselho Federal de Medicina que se manifeste sobre o uso ou não da cloroquina, ou sobre o tipo de paciente que deve ser tratado pela medicação, até o dia 20 de abril. Enquanto isso, os conselhos regionais de medicina estão publicando autorizações para o uso da medicação.

Atualmente, a recomendação do Ministério da Saúde é que apenas pacientes graves e críticos sejam medicados com cloroquina. Mandetta enfatizou que os médicos têm autonomia para prescrever cloroquina em outras fases da doença desde que se responsabilizem por isso e informem aos pacientes sobre os possíveis efeitos colaterais como as arritmias cardíacas e paradas cardíacas.

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