Preço do litro da gasolina já chega a R$ 5 em postos do Pará (Foto: Reprodução/ Arquivo)
Na capital, o preço do litro do combustível varia entre R$ 385 e R$ 4,19 (Foto: Reprodução/ Arquivo)

Em alguns postos de combustíveis do Pará, a gasolina já ultrapassou a barreira dos R$ 5,00 segundo o Sistema de Levantamento de Preços (SLP) da Agência Nacional do Petróleo (ANP). O valor, por enquanto, ainda se restringe ao município de Alenquer, no Baixo Amazonas, onde o litro é encontrado a R$ 5,040. Assim, o Estado se torna o terceiro a cobrar mais caro nas bombas, perdendo apenas para o Acre (R$ 5,150) e o Rio de Janeiro (R$ 5.099).

Roberto Sena, supervisor técnico do Dieese-PA, que faz levantamentos periódicos do preço dos combustíveis, explica que, de acordo com a pesquisa feita pelo departamento no último final de semana, ainda não existem postos na capital vendendo o litro da gasolina acima de R$ 5,00. (ver box). A pesquisa da ANP foi feita entre os dias 14 e 20 de janeiro.

De acordo com o estudo, na primeira semana de janeiro, o preço médio da gasolina comercializada em postos de Belém era de R$ 4,083, como o menor preço encontrado a R$ 3,999 e o maior preço de R$ 4,169. Já na segunda semana o preço médio sofreu um ligeiro aumento ficando em R$ 4,099; o menor a R$ 3,810 e o maior a R$ 4,199. No levantamento da terceira semana o preço médio voltou a cair, ficando em R$ 3,990 o menor preço R$ 3,850 e o maior preço R$ 4,190.

Analisando o preço no Pará como um todo, a média aumenta. Na última semana a média do litro do combustível envolvendo todos os municípios do Estado ficou em R$ 4,265. O menor preço encontrado foi de R$ 3,799 e o maior preço ficou em R$ 5,040.

Ainda assim o preço médio do litro da gasolina no Estado, ainda é um dos mais baratos do país. Na região Norte é o terceiro mais barato, à frente de Roraima (4,175) e do Amapá (4,082). Os Estados mais caros são o Acre (4,736), Tocantins (4,399), Amazonas (4,308) e Rondônia (4,340).

IMPOSTOS

Ovídio Gasparetto, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis e Lojas de Conveniência do Pará (Sindicombustíveis), diz que o preço é aumentado pela Petrobras e não pelos donos de postos. “Avaliamos que essa política de preços adotada pelo governo tem o fim de tirar a Petrobras do buraco onde jogaram a estatal”, critica.
Segundo ele, desde o dia 1º de junho de 2017 até hoje já ocorreram aumentos que acumulam 25%, mas os postos não alcançaram esse percentual de reajuste. “Belém tem uma das gasolinas mais baratas do Brasil. O preço da gasolina hoje de Belém é a 20ª mais barata do país. Os postos estão quebrando”, garante.

O empresário ressalta que Belém é uma das capitais que pratica uma das menores margens de lucro, com apenas R$ 0,21. “Isso é margem, não é lucro. E para cada litro de gasolina um posto paga R$ 1,75. Só de ICMS é R$ 1,11. Quase a metade do preço da gasolina é imposto. Isso é que a população precisa saber”, critica.

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