É dia de prova do Enem para mais de 281 mil paraenses (Foto: Maycon/Ney Marcondes)
No Brasil todo, são 5,5 milhões de alunos que devem fazer a prova, neste domingo (4). (Foto: Maycon/Ney Marcondes)

Começa neste domingo (4) para 5,5 milhões de inscritos – sendo mais de 281 mil candidatos no Pará, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2018. Nesta primeira etapa, eles farão uma prova com duração de cinco horas e meia com 45 questões objetivas de Ciências Humanas, 45 de Linguagens e Códigos mais a Redação.

Além da preocupação em conseguir lidar com o conteúdo que será cobrado, os estudantes estão atentos para dar conta do próprio nervosismo. E quem é da área dá um recado: às vésperas da prova, a ordem é relaxar, ficar perto da família e um pouco mais distante dos livros.

Professora de Língua Portuguesa e Redação há 18 anos, Joana Viera se diz apreensiva sobre como os candidatos lidarão com provas que devem focar na leitura e na interpretação textual em plena era dos textos resumidos de internet. “Eu espero que tenham descansado e não tenham escrito nada no feriado”, brinca. “A Redação segue sendo o que mais assusta”, afirma, ao dizer que é importante o candidato ir bem descansado e bem preparado fisiologicamente, “porque a prova deve cansar”.

“Um dos temas que pode vir na Redação é o uso da tecnologia na terceirização da Educação, um tema muito atual em uma época em que mesmo em casa pais e filhos conversam pouco. Eu diria para os pais acordarem cedo, conversarem com seus filhos, darem um abraço, um olhar de apoio. Além da cobrança pessoal, eles também trazem para a sala de aula a cobrança da família”, orienta a professora.

Gabriel Fonseca (Foto: Maycon Nunes/Diário do Pará)

Gabriel Fonseca, de 18 anos, vai tentar melhorar a nota do ano passado para conquistar uma vaga em uma universidade pública para o curso de Direito. Ele terminou o Ensino Médio no ano passado e, desde então, não parou de estudar para as provas desse fim de semana e do próximo. Ele lembra que, em 2017, o nervosismo atrapalhou. “A Redação é o principal, né? Ou aumenta ou derruba muito a nota. Minhas expectativas são boas, mas vamos ver como será na hora”, diz.

Matemática e Química também o deixa preocupado. “O mais difícil desse processo é conciliar o tempo do estudo com o lazer, com a família, porque é muito estudo para manter a qualidade de vida. Mas conhecimento é sempre bom, adquirido, não tem como sair perdendo”, avalia o jovem.

Stephany Albuquerque (Foto: Ney Marcondes/Diário do Pará)

Focada na preparação para o Enem desde o meio do Ensino Médio, Stephany Albuquerque, de 16 anos, que é aluna de escola pública, busca uma vaga em Odontologia. Essa é a primeira vez que ela prestará o exame, e conta que conciliar a maratona de estudos com os trabalhos de escola foi bem puxado.

“Às vezes complica passar tantas horas estudando, o desempenho psicológico fica prejudicado. Eu estou nervosa porque, por conta da greve, dos meses sem aula, fico duvidando do meu preparo. Mas eu sei que me dediquei muito”, diz ela, que está tranquila com Biologia e Português, mas temerosa com Física e Matemática. O nervosismo existe, mas tanto ajuda quanto atrapalha a candidata. “É um problema quando não sei administrar, mas me ajuda no ‘empurrãozinho’ a cumprir com obrigações”, justifica.

Samylle Bezerra (Foto: Ney Marcondes/Diário do Pará)

SONHO

O sonho de Samylle Bezerra, 17 anos, é o curso de Medicina e pela segunda vez ela faz a prova do Enem, em busca de uma nota que garanta sua entrada na universidade. Ela está fazendo cursinho desde o início do ano e ficou bastante focada em simulados, exercícios e todo tipo de maratona de estudos. “Tenho muito apoio dos amigos e do meu namorado. Não adianta, meu sonho é a cirurgia plástica, não adianta eu entrar em um curso mais fácil”, afirma.

O foco principalmente na Matemática e na Redação já fizeram a diferença na rotina de estudos dela, que reconhece os próprios avanços. “Hoje em dia, Física é o que mais me suga, o restante já é mais fácil. Claro que pega o nervosismo, a ansiedade, afinal, é só uma prova, mas uma prova que pode mudar minha vida. Tento não lembrar disso o tempo todo”, diz.

SERVIÇO: O QUE LEVAR?

OBRIGATÓRIO

  • Caneta esferográfica de tinta preta e fabricada em material transparente
  • Documento oficial de identificação original com foto

Aconselhável: Cartão de Confirmação de Inscrição

O QUE NÃO LEVAR? (ITENS PROIBIDOS)

  • Borracha
  • Caneta de material não transparente
  • Corretivo
  • Dispositivos eletrônicos (wearable tech, calculadoras, agendas eletrônicas, telefones celulares, smartphones, tablets, ipods®, gravadores, pen drive, mp3, relógio, alarmes)
  • Fones de ouvido ou qualquer transmissor, gravador ou receptor de dados imagens, vídeos e mensagens
  • Impressos e anotações
  • Lápis
  • Lapiseira
  • Livros
  • Manuais

(Carol Menezes/Diário do Pará)

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